segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Caminhando com o Produtor Rural - Agricultura Familiar

Caminhando com o Produtor Rural

Estamos participando, semanalmente, do Programa Agro News, de notícias, informações, entrevistas e debates sobre a atividade agrícola. O Agro News é veiculado pela Band Triângulo, em parceria com o site redeagromais.com.br, com cobertura em todo o Noroeste e Triângulo Mineiro.

O Programa vai ao ar aos sábados, às 7h45, com reprise aos domingos, às 7h15, e nossa participação acontece no quadro “Caminhando com o Produtor Rural”. Passamos a publicar aqui, às segundas feiras, o tema que tratamos a cada semana no Programa.

AGRICULTURA FAMILIAR

http://www.youtube.com/watch?v=uzNi339zJm0&feature=channel_video_title

Falamos bastante aqui neste espaço sobre agricultura familiar. E nem sempre a gente tem o cuidado de explicar um pouco mais quem são os agricultores familiares, seu perfil e as características que a identificam. E isso pode fazer falta ao entendimento de quem nos assiste, principalmente se o amigo telespectador é uma pessoa que sempre viveu na cidade, longe do dia-a-dia do meio rural. Vamos então falar sobre os agricultores familiares do nosso País, conhecê-los um pouco melhor.

Bem, alguns requisitos precisam ser atendidos para a identificação do agricultor familiar. Sua propriedade, por exemplo, não pode ser maior que quatro módulos fiscais. Isso significa em média uma área de cerca de 250 hectares, porque varia de Estado para Estado, e até de de região para região, como é o caso de Minas Gerais. O sistema de trabalho na agricultura familiar tem de ser com mão-de-obra predominantemente da própria família, e pelo menos 80 por cento de sua renda familiar tem de ser gerada com a atividade agrícola. Uma informação importante: cerca de 70 por cento dos alimentos que os brasileiros consomeme vêm da Agricultura Familiar. Então, estamos falando de um setor estratégico para nossa qualidade de vida e bem-estar.

E por que foi um avanço extraordinário para o Brasil a identificação da agricultura familiar? Porque isso possibilitou, nos últimos 20 anos, a criação e implementação de políticas públicas focadas para o setor, portanto, com resultados expressivos para todo o País. Essas políticas públicas – crédito rural, legislações diferenciadas, como por exemplo para as questões ambientais, assistência técnica e outras – começaram de uma maneira mais planejada com a criação de um ministério exclusivo para a agricultura familiar. Que é o Ministério do Desenvolvimento Agrário.

Na esteira dessa estrutura vieram outras políticas públicas, como o crédito rural Pronaf, que para esta safra é de 16 bilhões de reais para a agricultura familiar. Temos no Brasil cerca de 4,8 milhões de agricultores familiares. E o grande desafio é universalizar essas políticas de apoio ao seu desenvolvimento. Como a assistência técnica e extensão rural. Hoje, esses serviços chegam para menos da metade desses agricultores, pela carência de novos profissionais e fortalecimento das empresas públicas de extensão rural.

Mas, o maior desafio é levar para a Agricultura Familiar as políticas de infraestruturas sociais para a melhoria da qualidade de vida das pessoas. São os chamados direitos de cidadania, que a maioria das pessoas que vive nas cidades já conquistou. Telefonia, estradas adequadas, programas de habitação, saneamento básico, educação e saúde de qualidade, locais para a prática de esportes e lazer: esses são alguns desses direitos que a imensa maioria de quem vive no campo ainda não tem.

Precisamos avançar, e muito, no atendimento às famílias rurais. O Brasil tem uma dívida social histórica com o campo, e resgatar essa dívida é um dos grandes desafios do nosso País, nesse início de século vinte e um.

Um abraço a todos, e vamos juntos!

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Inauguração do Centro de Formação e Capacitação da Agricultura Familiar de Iturama

PRONUNCIAMENTO ITURAMA - 11/08/11

Inauguração do Centro de Formação e Capacitação da Agricultura Familiar de Iturama

Devo confessar que estou vivendo aqui e agora, junto de todos os senhores, um momento especial de minha vida. Todos sabem que nasci numa comunidade rural, que sou de uma família de agricultores familiares, e que tenho na atividade da agropecuária as bases de minha cultura, de meus trabalhos, de minhas realizações como ser humano e profissional da agronomia e da extensão rural.

E tenho também agora, com o apoio, a confiança e o votos de mais de 110 mil mineiros, as responsabilidades com o trabalho parlamentar, comprometido com o desenvolvimento sustentável dos municípios, das comunidades rurais, da economia agrícola e de todos os serviços necessários ao seu desenvolvimento, entre os quais se destacam os serviços da Assistência Técnica e Extensão Rural.

Estava me dirigindo para a inauguração desta obra histórica para Iturama e toda a região do Pontal, tomado de emoções e de uma alegria que vão marcar para sempre a minha vida. Que vão marcar por sentidas com a intensidade com que esses sentimentos nos tomam em ocasiões especiais como esta.

Eu me lembrava de minha adolescência de menino que chega do meio rural, e fica encantado com a grandeza e movimento das cidades. Aqui neste mesmo lugar, lembrava da minha vontade de participar das festas da agropecuária, na Exposição de Iturama, e eu, como tantos outros garotos, sem condições de pagar a bilheteria para entrar e participar da festa maior de nossa atividade rural.

Mas tudo isso são águas passadas, e o que vale na vida são as lições e o aprendizado a cada dia sobre a melhor maneira de viver e realizar nossos sonhos. E os valores maiores para uma vida com dignidade, ética e compromissos com o trabalho, eu graças a Deus recebi de meus pais, de minha famílias, e das famílias trabalhadoras e dignas de minha terra natal.

E é por isso que minha alegria nesse momento é muito grande. Porque trata-se de uma realização que é fruto do trabalho em parceria, do trabalho comprometido com o futuro de nossos jovens e nossas crianças. Quando temos a oportunidade de construir um legado dessa natureza, a alegria e a emoção que sentimos é uma forma de gratidão a Deus pela possibilidade que nos foi dada para trabalhar, empreender e realizar as obras para sermos uma comunidade melhor, com mais oportunidades para todos realizarem seus trabalhos em busca de uma vida melhor para todos.

A parceria construída para a realização desse Centro para todas as famílias e produtores rurais de nossa região teve início com a generosidade dos sonhos e das parcerias. Pensamos um empreendimento que fosse a âncora para a construção de uma nova história no desenvolvimento agrícola de nossas comunidades. Emater de Minas Gerais, Prefeitura Municipal de Iturama, Sindicato dos Produtores Rurais, com a participação de organizações sociais como o CMDRS, idealizamos uma construção que desempenhasse esse papel de suporte e indutor de um novo tempo para nossa economia agrícola.

Dessa forma, o Centro de Formação e Capacitação da Agricultura Familiar de Iturama é uma obra que revela de maneira incondicional os valores da parceria, que mostra a necessidade de sonhar que é possível construir novas realidades. E que mostra, sobretudo, a força dos produtores rurais e sua capacidade de participar de forma decisiva do desenvolvimento econômico e humano de nossas comunidades.

Neste Centro, as famílias rurais de Iturama e dos municípios do Pontal têm a oportunidade de trabalhar com as melhores condições oferecidas pelos meios de informações, pelo conforto da segurança, pelas possibilidades que o conhecimento e as tecnologias podem oferecer para o desenvolvimento sustentável da atividade agrícola.

Criamos aqui um Espaço para a capacitação. Isso é importante para a profissionalização, é fundamental para a ocupação de mercados, para conseguir maior rentabilidade com a produção agropecuária, criando mais oportunidades de trabalho e renda no meio rural e nas cidades. Desse complexo para a capacitação fazem parte as Unidades Didáticas para processamento de alimentos. Avançar na produção da cadeia produtiva é uma forma eficaz que o produtor rural e suas famílias têm para aumentar a renda, gerar empregos e ocupar novos mercados.

Também compõem o Centro de Formação e Capacitação de Iturama outros espaços indispensáveis ao desenvolvimento rural de nossos municípios. Espaço da Emater de Minas Gerais, do IMA, do CMDRS e de agentes financeiros, que são estruturas fundamentais de apoio e suporte para a atividade agropecuária. Essa concentração de setores e estruturas significa mais conforto, mais intensidade nos relacionamentos estratégicos, e sinaliza a presença de Governos, instituições e organizações sociais que pensam e realizam os suportes necessários para o desenvolvimento municipal e regional.

Temos também aqui no Centro um espaço para debates, cursos, seminários e encontros que possibilitam traçar os rumos e a melhor maneira de conduzir o fortalecimento do setor agrícola. São 172 lugares num auditório moderno, confortável, para receber as organizações rurais, os setores de tecnologias e conhecimento, as autoridades públicas para debates e apresentação de demandas legítimas para o setor rural.

Precisamos destacar, ainda, o espaço destinado ao comércio para a produção agropecuária. É um ambiente bem equipado, com sistemas de informações que trazem de forma ágil e segura as mudanças e tendências da comercialização e produção para o dia a dia do setor rural. São tecnologias e equipamentos que abrem possibilidades de ocupar novos mercados, tanto para a venda de produtos ou a compra de insumos necessários à produção. Melhorar as condições de comercialização para a atividade agrícola é uma demanda histórica dos produtores rurais. E é isso que o Centro de Iturama oferece aos produtores de nossa cidade e região.

Graças a Deus, e com a participação de todos os colegas extensionistas rurais, e ainda com o apoio decisivo do Governo de Minas Gerais, através do então Governador Aécio Neves e do atual governador Professor Anastasia, realizamos na Emater de Minas Gerais uma transformação necessária, em direção sobretudo às ações de fomento para as famílias rurais. Este Centro que hoje inauguramos é um dos maiores símbolos dessa nova Extensão Rural, empreendedora e com atuação consoante com as necessidades e demandas das famílias do campo e dos produtores rurais.

Por isso, cumpro com satisfação o dever de agradecer de forma especial os parceiros que tivemos na Emater, quando ocupamos a presidência da Empresa, para a realização desse projeto. Agradeço ao Sindicato dos Produtores Rurais de Iturama, com jovens lideranças que revelam a capacidade de trabalho e o espírito empreendedor de nossa gente. Reconhecemos em todos os gestores do Sindicato Rural, que participaram dessa realização, mais um exemplo do compromisso do povo de Iturama com o desenvolvimento sustentável, com os valores do trabalho, da ética e da parceria solidária como caminho maior para a melhoria da qualidade de vida.

Queremos agradecer de forma especial ao Ministério do Desenvolvimento Agrário, aqui representado pelo seu Diretor de Assistência Técnica e Extensão Rural, o nosso querido amigo e companheiro de Emater Argileu Martins da Silva. Juntos sonhamos, Argileu, e juntos estamos conseguindo cumprir – com a Graça de Deus - os nossos compromissos de extensionistas rurais e de gestores públicos, com o coração militante pelas causas mais generosas dos brasileiros que vivem e trabalham no meio rural. As famílias, os homens, as mulheres, os jovens e as crianças que sonham e esperam com todo o direito que têm, um futuro a cada dia melhor para se viver em nosso País.

A Emater de Minas Gerais é também a minha casa. Portanto, à nossa Emater, senhor Secretário de Agricultura do Estado de Minas Gerais, Eumiro Nascimento, e senhor presidente da Empresa, Maurílio Guimarães, aqui representando toda a Diretoria Executiva e todos os seus profissionais em mais de 800 municípios, quero externar nossa gratidão e reconhecimento pelo trabalho que os senhores vêm liderando na Extensão Rural de Minas.

E agradeço pelo comprometimento e participação, à Prefeitura Municipal de Iturama, de fundamental parceria para a realização desse Centro. Senhor Prefeito, Claúdio Tomaz (Burrinho), agradecendo ao senhor por esta fundamental parceria, o faço também a todos os seus colaboradores, Secretários municipais e demais funcionários que se empenharam solidariamente pela realização dessa obra.

Finalmente, quero agradecer aos senhores produtores rurais, e a todas as organizações sociais como o CMDRS. Os senhores são a razão de ser dessa parceria construída para erguer esse empreendimento. Do trabalho do setor rural dependem em grande medida a qualidade de vida e o desenvolvimento econômico que temos em nossas comunidades. Tenho certeza de que, a partir dessa conquista, mais o apoio que os senhores têm das Administrações Municipal, Estadual e Federal, haverão de construir um desenvolvimento cada vez maior para a atividade agrícola de nodda região.

E desse desenvolvimento virão os resultados para toda a sociedade, com a geração de receitas públicas, com mais oportunidades de trabalho, e com a garantia da segurança alimentar em nossas comunidades.

Um abraço a todos, e Vamos Juntos!

Zé Silva
Deputado Federal

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Caminhando com o Produtor Rural - Telefonia Rural e outros direitos sociais

Caminhando com o Produtor Rural

Estamos participando, semanalmente, do Programa Agro News, de notícias, informações, entrevistas e debates sobre a atividade agrícola. O Agro News é veiculado pela Band Triângulo, em parceria com o site redeagromais.com.br, com cobertura em todo o Noroeste e Triângulo Mineiro.

O Programa vai ao ar aos sábados, às 7h45, com reprise aos domingos, às 7h15, e nossa participação acontece no quadro “Caminhando com o Produtor Rural”. Passamos a publicar aqui, às segundas feiras, o tema que tratamos a cada semana no Programa.

Telefonia Rural e outros direitos sociais

Em boa hora o Governo de Minas se prepara para a implantação do Programa Comunica Minas, para dotar os distritos rurais mineiros de sistemas de telefonia móvel, os telefones celulares. Além da melhoria da qualidade de vida para as famílias rurais, com a implantação dessa política social, a telefonia rural é um instrumento fundamental para os negócios, para a comercialização de produtos, a compra de insumos e outras ações que agilizam os processos e o desenvolvimento da economia rural.

Finalmente, começam a chegar no meio rural as políticas sociais para a melhoria da qualidade de vida das pessoas. E que são um direito de cidadania, portanto, precisam chegar para todos os brasileiros, sem distinção do local onde vivem e trabalham, seja nas cidades ou no meio rural. Mas, precisamos avançar muito mais na promoção desses direitos. Porque além da telefonia, o direito ao abastecimento domiciliar de água, ao saneamento básico, a programas de habitação rural, entre outros, ainda são um sonho para as famílias rurais.

Conheço centenas de distritos e comunidades rurais de nosso Estado. Em todos eles, há uma grande demanda de políticas sociais. Que vão desde a reivindicação de estradas de melhor qualidade até programas de habitação rural. E o momento histórico para essas conquistas é agora. Nosso País vive um ciclo virtuoso de desenvolvimento, e não podemos repetir o erro de deixar de fora dessa transformação o meio rural. E não apenas para corrigir essa injustiça, mas porque sem um meio rural com os seus direitos sociais reconhecidos pelo Estado, não há como falar em desenvolvimento sustentável para o Brasil.

Estamos lutando duramente para fazer chegar ao meio rural esses direitos fundamentais de cidadania. Nossa proposta é que os recursos para a implantação dessas políticas públicas venham do Fundo Social do Pré-Sal, um fundo bilionário formado com os recursos do petróleo brasileiro. Reconhecemos o valor e a necessidade de um programa social como o Brasil Sem Miséria que, segundo o Governo Federal, deve retirar da pobreza extrema 16 milhões de brasileiros, grande parte vivendo no meio rural do País.

Precisamos ir além disso. Para esses direitos sociais devemos considerar toda a população rural, sem distinção de classes, que vive e trabalha de sol a sol na construção de nossa Nação. Para todos esses brasileiros – principalmente as crianças e os jovens – temos de garantir uma vida com dignidade, com horizontes de desenvolvimento humano e econômico. E isso só será conseguido com determinação política dos Governos, em todos os níveis – Federal, Estadual e Municipal – e com o aporte de recursos.

No Brasil de hoje, temos os recursos necessários, do Fundo Social do Pré-Sal. E temos, finalmente, uma consciência clara de que as populações do campo não podem mais ficar sem os direitos sociais que grandes parcelas das populações das cidades já conquistaram.

Um abraço, e vamos juntos!

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Caminhando com o Produtor Rural - Queijo Minas Artesanal

Caminhando com o Produtor Rural

Estamos participando, semanalmente, do Programa Agro News, de notícias, informações, entrevistas e debates sobre a atividade agrícola. O Agro News é veiculado pela Band Triângulo, em parceria com o site redeagromais.com.br, com cobertura em todo o Noroeste e Triângulo Mineiro.

O Programa vai ao ar aos sábados, às 7h45, com reprise aos domingos, às 7h15, e nossa participação acontece no quadro “Caminhando com o Produtor Rural”. A partir desta semana, passamos a publicar aqui, às segundas feiras, o tema que tratamos a cada semana no Programa.

Queijo Minas Artesanal

http://www.youtube.com/watch?v=MgPeR9My6x4&feature=related

O queijo artesanal é um dos mais tradicionais produtos da agropecuária de nosso Estado. É uma referência de Minas, um cartão postal da cultura mineira, uma marca dos compromissos de nossas famílias rurais com a qualidade, a tradição e a tecnologia que empregamos na fabricação de nossos melhores produtos.

Trabalham nessa atividade em nosso Estado mais de 27 mil famílias rurais, com uma produção anual de 70 mil toneladas. O setor gera mais de 26 mil empregos diretos, e em muitas microrregiões é talvez a única atividade que as famílias têm para prover seu sustento e sua renda.

O Queijo Minas Artesanal, produzido em cinco regiões mineiras com caraterísticas ambientais e culturais reconhecidas como indispensáveis em sua produção, alcançou a condição de Patrimônio Cultural Imaterial de Minas Gerais, o que agrega valor diferenciado ao produto, e mostra a contribuição das famílias rurais para o rico acervo de nossa cultura. Apenas a produção do queijo minas artesanal é hoje de 29 mil toneladas por ano.

Mas, são grandes as dificuldades que os produtores enfrentam para a comercialização do queijo artesanal. Muitas dessas dificuldades vêm de uma legislação sanitária com quase 60 anos de idade, feita ainda em 1952. Para citar um exemplo: por esta legislação, a maturação do queijo minas artesanal tem de ser feita em 60 dias. Entretanto, há estudos técnicos bem feitos dizendo que bastariam 21 dias para a maturação do produto.

E as consequências disso é que os produtores não têm como “segurar” por dois meses o seu produto, e aí aparecem os atravessadores, que compram os produtos logo após a produção, e os comercializam de forma ilegal, conforme denunciou recentemente o jornal Estado de Minas, mostrando a rota do tráfico de queijo artesanal de nossas regiões produtoras para São Paulo. Todos perdem com isso – o Estado, os consumidores e, principalmente, as famílias rurais.

São esta legislação e outros gargalos que precisam ser debatidos, numa audiência que reúna os produtores rurais, os técnicos do setor, as lideranças políticas e acadêmicas, como um primeiro passo para sistematizar informações e processos que precisam ser revistos na produção e comercialização do queijo artesanal mineiro. Precisamos ver até onde são verdadeiros os requisitos da legislação sanitária, no interesse maior dos consumidores, e até onde não passam de proteções para reserva de mercado às grandes agroindústrias do setor lácteo. Vamos trabalhar nesse sentido, buscar essas mudanças tão necessárias para milhares de famílias que trabalham com a produção de queijo em nosso Estado.

Um grande abraço, e vamos juntos!




segunda-feira, 23 de maio de 2011

Correspondentes do Blog

Caros amig@s,

Iniciamos com um artigo de Rodrigo Matias, colega extensionista da Emater-MG, as colaborações de amigos e parceiros com o nosso Blog. Matias trata de uma questão importante, sobre conceitos de agronegócio e agricultura familiar. Da clareza dessas conceituações está a possibilidade maior de políticas públicas mais eficiente e eficazes para o desenvolvimento rural sustentável. Boa leitura e reflexões.
Um abraço,
Deputado Zé Silva

Agronegócio e Agricultura Familiar

Há tempos que um debate de densidade relevante se instalou nas discussões e proposições acerca do rural brasileiro. No cerne da questão, posições antagônicas que defendem, de um lado, que agricultura familiar e agronegócio são a mesma coisa e o que varia é a escala de produção e, de outro, que agricultura familiar é a pequena produção e agronegócio a grande produção.
Ao se distinguir agricultura familiar e agronegócio pela associação feita à imagem de pequenos e grandes produtores, ou ao afirmar que os dois são a mesma coisa e o que muda é a escala, estamos incorrendo em um erro de interpretação de conceitos e de teorias. Mas, dizer que a agricultura familiar faz parte do agronegócio é “quase” uma verdade, que seria completamente validada se a frase fosse: “Os produtos da agricultura familiar fazem parte do agronegócio”.
Aqui se assenta minha visão: agronegócio é um conceito que deriva da ciência administrativa e econômica, ao passo que agricultura familiar deriva das ciências sociais. Portanto, quando falamos de agronegócio estamos falando de cadeia produtiva, em toda a sua extensão, desde a produção dos insumos, a logística de distribuição dos insumos, a compra dos mesmos pelos produtores, sua transformação em produtos nas propriedades rurais, a logística do transporte da produção, sua comercialização e transformação em grandes processos agroindustriais, a venda no atacado e no varejo ao consumidor final etc. É tipicamente uma análise do produto da agropecuária e do seu “trânsito” ao longo da cadeia produtiva e de suprimentos.
Neste contexto, integram o agronegócio os produtos da agricultura familiar, pois que são produtos agropecuários. Entretanto, não se pode afirmar que políticas de desenvolvimento do agronegócio, por conseqüência, desenvolvam a agricultura familiar. Senão vejamos: um esforço governamental para melhorar o preço do leite se caracteriza como uma ação de desenvolvimento do agronegócio do leite. A máxima do senso comum implica inferir que ao melhorar o preço do leite, você melhora a renda de todos da cadeia, inclusive a renda da agricultura familiar que, com renda, pode melhorar a educação, a saúde, e assim outras áreas sociais.
Esta é a perversidade da lógica dos que defendem que é tudo a mesma coisa, o que varia é a escala. Quando você aumenta, para o produtor, o valor final do litro do leite, quem será mais beneficiado: quem integra o agronegócio com 3000 litros/dia ou o que o integra às vezes com 10, 15 ou 20 litros de leite? Quem são os beneficiários da política pública nesse contexto e em que posição estão inseridos os agricultores familiares no agronegócio? Por certo que os agricultores familiares estão aqui alijados.
Do ponto de vista das teorias sociais e do marco regulatório instituído pela lei da agricultura familiar, há que se compreender este grupo como um ente bem mais amplo do que um simples extrato produtivo. Na prática, além da produção de uma diversidade extensa de alimentos básicos, a agricultura familiar é o segmento responsável pela ocupação social do território rural, uma vez que lá habitam, mantêm seus laços de família, de identidade com o território e com a sua comunidade.
Pesam sobre a ela, entretanto, duas características que a qualificam como um destinatário prioritário para políticas públicas. De um lado, ao analisar o aspecto meramente produtivo, os produtos dela oriundos representam um montante diminuto na análise setorial da cadeia de produção, sofrendo pressões por conta do volume reduzido, da redução do poder de barganha, do baixo índice de agregação de valor, pela deficiência severa de recursos financeiros para viabilizar o incremento tecnológico ou uma logística favorável, a redução da competitividade provocada pela inexistência de legislações tributárias e sanitárias específicas, dentre outros fatores.
De outro lado, apesar de se estabelecerem como o principal “alinhave” do tecido social rural, são negligenciados aos moradores do campo os direitos básicos de cidadania já conquistados pelos moradores de áreas urbanas. Nas zonas rurais não é comum se ter notícia de coleta de lixo ou atendimento dos correios, em algumas localidades faltam, também, telefonia celular e móvel, eletrificação rural, saneamento básico, atendimento médico e odontológico, espaços de vivência, lazer e prática desportiva, e assim sucessivamente.
Isso posto, frases feitas à parte, “a gente não quer só comida, a gente quer comida diversão e arte (...)”, assim também para o setor rural. Políticas públicas específicas para o desenvolvimento do agronegócio e, concomitantemente, políticas públicas para o desenvolvimento da agricultura familiar, com estratégias distintas, face às distinções, e com aportes de recursos financeiros apropriados para o tratamento da demanda.

(*) Extensionista rural, administrador de Empresas, com Especialização
em Extensão Rural (UnB) e Gestão de Negócios (fund. Dom Cabral).
Ocupa atualmente as funções de Superintendente de Planejamento,
Gestão e Finanças da Secretaria de Estado de Agricultura de Minas Gerais.

sábado, 7 de maio de 2011

Feliz Dia das Mães


Um dia para lembrarmos da força de todas as mulheres mães, que se realizam nos próprios filhos, agindo sempre como anjos, dando amparo, orientação e força. Parabenizo todas vocês, com a certeza absoluta do valor sem tamanho que têm em nossas vidas.
Agradeço em especial a minha mãe e à mãe dos meus filhos por serem minhas bases e companheiras de toda vida.

Um abraço especial!

terça-feira, 8 de março de 2011

Dia Internacional da Mulher

Devo hoje cumprimentar todas as mulheres pelo dia especial que registra conquistas e avanços significativos e ainda mostra a força que as mulheres representam em nossa sociedade, vendo
diariamente a luta de mães, irmãs e amigas que são base forte de famílias e grupos inteiros. Cumprimento de forma carinhosa todas as mulheres rurais, as quais acompanho e observo com orgulho e satisfação e, em especial, as mulheres de minha vida, minha mãe, irmã e esposa, por me acompanharem e serem alicerces seguros do trabalho em que me empenho.
A todas elas, também, o meu obrigado!

Um feliz dia da Mulher à todas as mulheres do Brasil.

Vamos juntos!